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Entidades médicas cobram protocolos de atendimento para pacientes crônicos durante pandemia

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21/05/2020 – 20:56  

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Doença oncológica, renal e outras doenças crônicas na pandemia. Representante da ACT Promoção da Saúde (doenças crônicas), Paula Johns, dep. Carmen Zanotto (CIDADANIA - SC) e dep. Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP - RJ)

Comissão externa quer propor medidas para aumentar atendimentos a esses casos

Entidades médicas ouvidas pela comissão externa que acompanha medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19 cobraram nesta quinta-feira (21) a adoção de protocolos para consultas, exames e tratamento de pacientes renais, oncológicos e cardíacos, enquanto durarem as normas de isolamento social.

A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Angélica Nogueira, informou que o atendimento aos pacientes caiu pela metade nos últimos dois meses, prejudicando ainda mais os diagnósticos, que no Brasil, já acontecem tardiamente.

Ela defendeu a criação de protocolos seguros para não deixar de atender esses pacientes. “Que eles tenham segurança para manter seus tratamentos. Adiar um tratamento oncológico pode ser perder a chance de vida daquele paciente”, alertou.

Os representantes da Coordenação Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde informaram que estão conversando com as sociedades de oncologia e de nefrologia para construir protocolos que garantam o atendimento de parte desses pacientes de forma domiciliar.

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Barros, afirmou que neste momento de pandemia os pacientes estão assustados. 41% daqueles que são tratados pelo SUS tiveram seu tratamento suspenso ou cancelado, e 35 % dos pacientes da rede privada também estão na mesma situação.

Renais


O presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Marcelo Mazza, afirmou que com a Covid o aumento no custo dos insumos está dificultando o funcionamento das clínicas de hemodiálise. Ele lembrou que somente 6% dos pacientes renais fazem diálise em casa, o restante tem que ir à clínica pelos menos três vezes por semana.

“140 mil pacientes realizam terapia substitutiva renal no país, 80% recebem o tratamento pelo SUS. E esses pacientes se constituem de grupos de risco são pacientes hipertensos, são pacientes diabéticos, são pacientes idosos, suscetíveis a infecção pelo coronavírus com complicações mais graves. Só que o confinamento social que seria indicado a essa população não pode ser realizado pelo fato desses pacientes necessitarem, três vezes por semana, se dirigirem às suas unidades de diálise para poder realizar sua terapia substitutiva renal”.

Diagnósticos


A relatora da comissão, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), destacou que um dos objetivos da reunião é preparar o País para enfrentar o aumento no número de diagnóstico dessas doenças que deve ocorrer após o fim da pandemia.

“Nós temos que pensar no futuro próximo em como garantir o dobro ou o triplo de procedimentos, ampliar as cirurgias, até mesmo usando o centro cirúrgico no sábado e domingo para que a gente possa atender esses pacientes que ficaram represados nesse período”.

Reportagem – Karla Alessandra

Edição – Geórgia Moraes

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